quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Resenha - A mulher na Janela

Título: A mulher na janela
Autor: A. J. Finn
Editora: Arqueiro
N° de páginas: 352

SINOPSE: Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos. Quando os Russells - pai, mãe e filho adolescente - se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo - e seus segredos chocantes - começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle? Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém - e nada - é o que parece ser. "A mulher na janela" é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.


                                                                TRÊS ESTRELAS


Oi, pessoal, como vão vocês?!

A minha resenha de estréia no blog se trata do tão falado e aclamado livro A mulher na janela. Vamos lá saber um pouquinho dessa obra tão comentada e adorada pela grande maioria do público que a leu?
Simbora comigo!


O livro se baseia na história de vida de Anna, uma mulher que amarga um grande trauma e daí o motivo pelo qual ela passa seus dias bebendo muito vinho, assistindo a filmes antigos e espionando seus vizinhos. Sua vida sofre uma guinada e tanto quando algo muito sério e com consequências permanentes a afetam drasticamente. A situação é tão grave que a afastou de seu marido e filha, levando-a a adquirir hábitos nem um pouco saudáveis e benéficos a si própria.
Vivendo sozinha em casa Anna não tem muito o que fazer, já que uma fobia acometida por ela a impede terminantemente de colocar os pés fora de casa reduzindo seus dias a ver a vida passar através de sua câmera e janela. E através de sua mania no mínimo estranha bisbilhotando seus vizinhos ela fica a par da chegada de mais uma nova família ao bairro, e são eles os Russells - pai, mãe e filho adolescente, rapidamente essa família perfeita passa a ser sua grande obsessão e ela passa a maioria do seu tempo espionando a todos.

"A escritura de venda foi publicada ontem. Meus novos vizinhos são Alistair e Jane Russell; eles pagaram 3,45 milhões de dólares por sua humilde morada. Segundo o Google, ele é sócio de uma empresa de consultoria de porte médio, inicialmente com sede em Boston. Quanto àmulher, impossível levantar no Google alguma coisa a respeito de uma Jane Russell que não seja a atriz." (pág 21)

"Faz quatro dias que vi Jane Russell pela primeira vez. Certamente ela não tem as medidas da Jane original, com seus peitões e cinturinha de pilão, mas eu também não tenho. Quanto ao filho, vi apenas aquela vez, ontem de manhã. Mas o marido está sempre à vista (ombros largos, testa marcada, um nariz que mais parece uma lâmina), ora batendo ovos na cozinha, ora lendo na sala, ora espiando dentro do quarto como se estivesse procurando alguém." (pág 24)

Mas então algo extraordinário acontece, Jane vê através de sua janela uma cena que a deixa aterrorizada e ela simplesmente não sabe o que é real e o que pode ser fruto de sua imaginação fértil, já que mais uma vez ela bebeu demais.

"Dali a pouco, no entanto, uma mão surge no parapeito da janela, a cabeça que um soldado ergue cautelosamente para espiar acima da trincheira.
Os dedos tateiam o vidro, abrindo riscos na mancha de sangue."

Apavorada com o que presencia, Jane agora precisará lidar com as dúvidas e incertezas do que viu, ou acredita que viu, além de ter que lidar ainda com os seus próprios segredos, que começam vir a tona à medida que ela tenta convencer às pessoas ao seu redor de que realmente viu algo aterrorizante acontecer na casa dos Russells.


Será que seus parcos amigos e a polícia acreditarão em Jane, uma mulher que sofre de uma fobia que a mantém refém dentro de sua própria casa e que, por conta disso, desenvolveu o péssimo hábito de vigiar seus vizinhos?
Se você quiser saber como essa história termina não deixe de ler A mulher na janela.



Bem gente, já deu para vocês perceberem que o livro é tenso e intenso, não é mesmo? Pois bem, euzinha aqui comecei a ler cheia de altíssimas expectativas, pois só li opiniões super empolgantes a respeito do dito cujo, porém me sinto na obrigação de dizer que para mim foi uma decepção e tanto.
A sinopse do livro é tão envolvente e curiosa que eu fiquei louca de vontade de ler o quanto antes, mas à medida que a história foi se desenrolando percebi que começou a me bater uma inquietação tremenda, pois eu não consegui perceber esse clima todo de suspense psicológico que a própria sinopse cita. Juro que tentei, todavia isso não aconteceu e eu por minha vez me senti impaciente para terminar logo a leitura, já que ela estava se transformando em uma imensa tortura.
Achei a narrativa muito demorada e lenta. A Jane como personagem principal é muito chata! Nossa... foi difícil à beça sentir empatia por ela e eu confesso que senti foi muita raiva em alguns momentos. Ela é irritante, entediante e muito, muito enfadonha!
Não tem um personagem na minha opinião que eu possa dizer que é legal e que tenha me cativado. Sinto muito, mas não rolou química por nenhum deles e eu respirei aliviada quando enfim acabei de ler.
O final não conseguiu me agradar e eu achei até meio fraco para um livro tão bem falado e espero que possam surgir resenhas futuras com opiniões que se pareçam um pouco com a minha, pois às vezes tenho a impressão de que fui só eu quem não gostou do livro (risos).

O livro é narrado em primeira pessoa e a diagramação é muito bem feita, sem nenhum erro aparente. A capa é bastante sugestiva e tem tudo a ver com o título do livro.

Espero que vocês o leiam e tirem suas próprias conclusões, pois o que foi ruim para mim não significa que será ruim para vocês. E não deixem de nos dizer o que acharam da resenha, pois saber a opinião de cada um é muito legal e torna essa experiência muito mais agradável e prazerosa.


Até a próxima!

2 comentários:

  1. Oi Kaline, como vai?
    Que sua estadia por aqui seja de muito sucesso!
    Quem leu este livro no blog foi a Kênia. Ela gostou, mas não achou maravilhoso como a maioria dos leitores achou. Mas isso acontece. Leitura é algo muito pessoal. Sua resenha está perfeita e sempre gosto de ver sua sinceridade sobre o que lê. Bjusss
    www.docesletras.com.br

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    1. Querida Lia, eu vou bem e você?

      Obrigada por sempre estar conferindo minhas resenhas e por seu carinho e atenção. Quanto ao livro,concordo com o que você disse sobre leitura ser algo muito pessoal. Tem gente que ama algumas histórias e tem tantos outros que não conseguem se identificar.
      Depois me manda o link da resenha que a Kênia fez sobre o livro.

      Beijos

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