Como não amar um Clichê?

Bom dia, boa tarde e boa noite people!!!

Quem nunca leu aquele romance de época onde o duque, comendador ou cara classudo de algum tipo se apaixona pela meiga e inocente dama, filha de pais humildes, ou pelo menos com uma condição inferior ao do protagonista? Passam por toda aquela luta de serem aceitos pela sociedade que os vê como algo inconcebível por serem de classes sociais diferente, mas no final fica tudo lindo e maravilhoso. 💘

Quem nunca leu aquele romance HOT com o cara super modelo, bem dotado e dono de uma multinacional de bilhões de dólares que fica de quatro pela secretária/ estagiaria/ assistente/ prestadora de serviço? No começo eles negam o amor avassalador que sentem um pelo outro, a ex bruxa do cara faz um inferno da vida da mocinha, mas no final eles se rendem a esse sentimento destruidor. Tudo isso é claro regado a cenas quente e bem detalhadas. 😲

Não podemos esquecer daquele livro de fantasia onde a mocinha está descobrindo seus poderes e sai em uma jornada épica para salvar seus amigos e que já o mundo onde vive de um grande mal que na verdade tem relação direta com ela de alguma forma, no processo ela pode ou não ter um caso de amor com um belo rapaz que conheceu durante sua viagem. 🔮

Vamos começar admitindo de uma vez, todos amamos os Clichês. Mas o que exatamente é clichê?

Ready? Go!

No dicionário Clichê é o mesmo que bordão, banalidade, vulgaridade, trivialidade, lugar-comum, esteriótipo. Frase repetitiva e sem originalidade; expressão que peca pela repetição, pelo lugar-comum; banalidade repetida com frequência.
Agora, Clichê é algo ruim? Algumas pessoas acham que sim, outras não, é bem relativo e vai do gosto de cada um na verdade. Como escritores tentamos fugir dos clichês desesperadamente, mas muitas vezes não conseguimos sair do lugar e acabamos por cair nessa armadilha. Temos que entender que o cérebro reproduz aquilo que ele assimila e isso não é diferente com o que lemos em tanto livros. Se você ler algo antes de começar a escrever, será inevitável reproduzir algo que você gostou na leitura no seu próprio livro. Que fique claro que não estou falando de Ctrl+C Ctrl+V, mas sim de usar o que foi lido como uma base para a criação de um novo cenário, contexto e personagens, porém utilizando características semelhantes.

Um dos clichês que vem sendo muito usado é o clássico mocinha inocente com nenhuma alto estima, mas que na verdade é a mulher mais linda do planeta, no caso dos romances Hot ela também costuma ser virgem. Geralmente ela é solteira ou com um namoro que está indo por água a baixo e então conhece o cara lindo com tendência a bad boy que não quer se comprometer de nenhuma forma, rico, e tem a profissão dos sonhos (geralmente de terno e gravata 😉), tem uma ex que é o demônio de saia e um melhor amigo tão gostoso quanto ele. 

Muitos desses clichês são usados também como uma maneira de garantir a venda de um livro. Todos querem ver o cara lindo com a menina linda, a estética, a beleza atrai as pessoas, mesmo que muitos neguem isso até a morte. As capas são um excelente exemplo do que quero dizer. O desejo de consumo vem quando você se encanta primeiro pelo que vê, pela beleza de uma capa de um livro, pelo designe do aparelho celular ou móvel que vai ficar na sua sala, pelo rosto do cara sentado na mesa ao lado com os amigos. Os clichês ainda são usados por que são vendáveis e se forem usados da maneira correta, para o bem e não para o mau, podem ajudar e muito o escritor.

Aqui vão pequenas dicas que encontrei conforme ia escrevendo meu livro e que me ajudaram muito, tanto na construção do cenário quanto na construção das personagens do livro. 

1° Leia muito, se afogue em livros do gênero que você pretende escrever.
"Mas você acabou de dizer que temos o habito de copiar o que lemos e agora vem com essa de ler muito?"
Sim. Quando você conhece o gênero mais a fundo você consegue se pegar indo na direção dos clichês com mais facilidade, pois você os terá visto tantas vezes que vai estar condicionado a identificá-los com muito mais facilidade, sem contar que ler sobre o gênero vai ajudar com vocabulário, como descrever o ambiente e personagens, montar seu personagem de uma forma diferente.

2° Faça uma pesquisa muito, mas muito profunda. E isso vale para qualquer gênero literário independente de onde a trama ira se desenrolar. A pesquisa deve sempre estar enraizada no seu livro, lugares, nomes, datas, especialmente se você decidir que sua estória vai se passar em um lugar que você nunca viu na vida.

3° Fichas de personagens. Isso é algo que me ajuda muito no processo criativo e recomendo a todos que me pedem dicas. Ao fazer essa ficha você monta a personalidade de seu personagem e não só seu tipo físico. Cada personagem deve ser visto como uma pessoa, com sua própria história de vida, mesmo que ela não seja mencionada em nenhum momento do seu livro, mas foram essas experiencias de vida que moldaram a personalidade e carácter do personagem, por isso devem ser levadas seriamente em consideração. Medos, sonhos, gostos, manias, no que ele é bom e no que ele não leva jeito nenhum, são pequenos detalhes que enriquecem a personagem e a tornam unica, ajudando a fugir dos clichês.

4° Se não sabe, não escreva sobre. As vezes queremos inovar tanto que acabamos nos enrolando de uma maneira que fica impossível concertar. Se quer escrever sobre uma grave doença, mas não encontrou nada sobre ela em lugar nenhum, então não invente. Mude a doença, mas nunca, jamais invente sintomas ou tratamentos apenas por que não encontrou nada. Aqui caímos novamente na 2° dica, pesquisem muito, sejam buracos negros em busca de conhecimento sugando tudo o que encontrarem, anotem o que acharem mais relevante, perguntem a profissionais da área, mas nunca inventem coisas baseadas em algo que exista. Isso mina toda a sua credibilidade e deixa mau visto no meio literário, você querendo ou não seguir essa carreira. 

5° A menos que seu personagem seja um mutante que controla o tempo, evite ligar seu estado de espírito com o clima. É algo que se vê muito, a personagem está triste e o clima está frio e chuvoso, ela está passando pelo melhor momento da sua vida e o dia esta ensolarado e perfeito, ela encontra o boy magia no meio de uma tempestade e eles se beijam, a chuva é morna e cai devagar. Então, a menos que ela seja a tempestade dos X-Mens, o humor dela não pode e não deve controlar o clima.

Ficamos por aqui, espero ter ajudado a entender um pouco mais dos clichês que amamos odiar e como fugir um pouco deles, mas lembrando que o mais importante é você estar feliz e satisfeito com o que está escrevendo. Pode estar cheio de clichês, pode ser algo totalmente inovador, nada disso importa se você não estiver feliz com seu escrito. Escreva sempre para você, nunca para agradar aos outros. Faça o que ama e nunca terá de trabalhar na vida.

Nos vemos nas páginas dos livros 

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2 comentários

  1. já salvando esse post aqui, muito bom mesmo, eu adoro clichês, faço o tipo que ama um romance, mas na vida real sou bem desapeadona, mas meus livros tem que ter um belo romance, não vejo mal nem um nos clichês, só estou um pouco saturada dos clichês dos romances hot, são um pouco cansativos.


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    1. Ebaaaaaa! Fico feliz que tenha gostado do post ❤
      Realmente os romances eróticos estavam abusando já das mocinhas virgens e os CEOS super frios e ricos, mas tenho visto uns bem diferentes e fugindo bastante do clichê. Mas ainda amamos um clichê bem feito ❤❤❤

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